4 exemplos de Grandes Administradores no mundo

4 exemplos de Grandes Administradores no mundo

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Administrar uma empresa não é nada fácil. Saber organizar, planejar e resolver problemas não é suficiente para um administrador ter destaque no seu meio. Um bom gestor possui características únicas que se distinguem dos demais. Ele deve ser um bom negociador, capaz de agir corretamente em momentos de pressão, de se adaptar a inúmeras situações que o mercado ou a economia impõem, deve possuir espírito empreendedor, ter liderança, ter capacidade de mediar conflitos, além de possuir inúmeras outras qualidades.

A profissão de administrador surgiu no século XVII, quando homens foram contratados para gerenciar as companhias de navegação da Inglaterra. Mas muito tempo atrás já surgia um homem que lideraria milhares de funcionários em um trabalho grandioso: foi o egípcio Hemiunu, conhecido principalmente como o primeiro arquiteto da história, é considerado também o administrador mais antigo que se tem notícia. Afinal, ele guiou 20 mil homens na construção da pirâmide de Gize, no Egito em 2550 a.C. A obra é a única das sete maravilhas do mundo antigo que ainda existe e pode ser contemplada.

Não precisamos voltar centenas de anos para encontrarmos administradores que merecem seu registro na História, tanto por seus legados como pela inspiração que passam às novas gerações.

Quem são eles?

Fizemos uma lista de quatro dos principais administradores que contribuíram muito, não só ao mercado, como para o mundo todo.

1. Andrew Cornegi: (1835/1919) “Ninguém será um grande líder se quiser fazer tudo sozinho, ou ter os louros por tê-lo feito.”

Conhecido como “o homem do aço”, Andrew Cornegi era escocês, mas foi para os EUA com a família ainda criança em busca de oportunidades. Sem estudos, começou a trabalhar aos 13 anos como auxiliar em uma tecelagem. Muito determinado, pouco tempo depois já estava trabalhando em uma companhia ferroviária. Conheceu o proprietário e virou seu assistente pessoal. Ali teve seu primeiro contato com administração e empreendedorismo.

Aos 30 anos abriu sua primeira empresa, a Cornegi Street Company, posteriormente construiu a primeira ponte de ferro do estado de Ohio, por meio de outra empresa que fundou, a Keystone Bridge Works.

Uma nova técnica de produção

Cornegi revolucionou a indústria do ferro e aço. Investindo em uma técnica de produção com baixo custo, conseguiu reduzir tempo e o valor final do produto significativamente. Uma tonelada de aço era vendida anteriormente a 60 libras, com o sistema novo, a produção que era de três horas foi reduzida para 30 minutos e a tonelada passou a custar sete libras.

Com o crescimento da empresa, Cornegi achou mais lucrativo vende-la. Por cerca de 280 bilhões de dólares (valores atualizados), o banqueiro John Perpont Morgan adquiriu a indústria que se tornaria parte da primeira corporação bilionária do mundo.

Considerado um dos homens mais ricos de todos os tempos, Andrew Cornegi também ficou conhecido como um grande filantropo. Ele doou em toda a sua vida aproximadamente 205 bilhões de dólares (valor atualizado).

2. John Davison Rockefeller: (1939/1937) “A boa gestão consiste em mostrar a pessoas medianas como fazer o trabalho de pessoas superiores.”

Filho de um artesão e de uma dona de casa, John Davison Rockefeller nasceu na pequena cidade de Richford, Nova York, Estados Unidos. Começou a trabalhar cedo vendendo batatas e aves. Aos 16 anos seu primeiro emprego como auxiliar de contador já deu conhecimentos necessários para administrar seu próprio negócio.

Sua primeira empresa foi de comércio de alimentos. Posteriormente, decidiu mudar de ramo e com mais dois sócios construíram uma refinaria de petróleo em Cleveland. Como outras fontes de energia estavam muito caras na época, o petróleo surgiu como uma alternativa muito viável para a expansão dos EUA.

A ambição de Rockefeller

Ferrovias e indústrias do Oeste que necessitavam de combustível para suas construções foram a grande oportunidade de desenvolvimento dos negócios de Rockefeller. Dessa forma, ele se tornou o proprietário da maior refinaria de petróleo do mundo.

O crescimento não parou por aí. Fundou uma nova empresa que administrava quase todas as refinarias e transportadoras de petróleo dos Estados Unidos. Comprava concorrentes e diversificava seus negócios em ramos variados.

Foi responsável, juntamente com seus advogados, pela criação de um grupo de empresas do mesmo ramo, estabelecendo monopólio por meio do controle de preços e impedindo o desenvolvimento de concorrência (truste).

Seu império compreendia mais de 100 mil funcionários que operavam 20 mil poços domésticos, 5 mil vagões-tanque e 4 mil quilômetros de gasodutos.

Rockefeller foi um dos magnatas mais controversos, ao mesmo tempo em que usava práticas nada ortodoxas para expandir seus negócios e criar monopólio, foi um grande humanitário, financiando projetos na área da saúde, educação e artes.

3. Henry Ford: (1863/1947) “O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência.”

Filho de fazendeiros, Henry Ford nasceu em uma região rural perto de Detroit, Estados Unidos. Desde criança tinha curiosidade de como funcionavam objetos e máquinas.

Quando sua mãe morreu, Ford foi para Detroit trabalhar em oficinas mecânicas. Trabalhou em diversos estabelecimentos sempre voltados à área de motores e equipamentos, como operador de máquinas ou como mecânico.

A grande oportunidade aconteceu quando assumiu o cargo de engenheiro maquinista na empresa Edison Illuminating Company, de Thomas Edison (inventor da lâmpada elétrica). Logo foi promovido a engenheiro chefe e aproveitando o tempo e dinheiro que ganhava investiu em experiências com motores à gasolina.

Sua primeira invenção foi um quadriciclo que consumia pouco combustível e andava em velocidade razoável para a época, mas sua intenção era construir algo maior. Fundou algumas empresas automobilísticas, mas sem sucesso.

Em 1903 reuniu alguns amigos e fundaram juntos a Ford Motor Company. Não demorou muito para desenvolver um veículo de dois cilindros denominado Modelo A. Com o sucesso do carro, Ford comprou as ações dos seus sócios e passou a fabricar sozinho outro veículo, o Modelo T, conhecido também como Ford Bigode.

Revolução Industrial de Henry Ford

O desafio era montar um carro seguido do outro em sequencia contínua. Foi então que Henry Ford revolucionou a fabricação de automóveis criando a linha de montagem usada até hoje nas indústrias. Os carros ficavam prontos em apenas 15 segundos.

Expandindo seu negócio para outros setores, a organização Ford tornou-se um verdadeiro império com mais de 200 mil trabalhadores.

Henry Ford não inovou somente a área de produção, mas também a relação com os funcionários, por meio de remunerações e redução na carga de trabalho.

4. Jack Welch (1935-) “A qualidade é a nossa melhor garantia de fidelidade do cliente, é a nossa mais forte defesa contra a competição estrangeira e o único caminho para o crescimento e para os lucros.”

Nomeado “gestor do século” pela revista Fortune em 1999, nasceu em Salem, Massachusetts, Estados Unidos. Esforçado e ambicioso, foi o primeiro da família a cursar uma universidade, onde estudou Engenharia Química.

Aos 25 anos foi contratado pela GE como engenheiro químico e lá fez sua carreira por 20 anos. No decorrer desse tempo foi promovido diversas vezes até se tornar CEO da empresa em 1981. Jack Welch transformou a indústria no maior grupo do mundo, com empresas de diversos segmentos.

O método de Jack Welch

Uma de suas prioridades era a qualidade dos produtos. O princípio era exigir que cada divisão buscaria ser a “número um” ou segunda de seu segmento. Excelência pessoal, compromisso e criatividade também eram exigências prioritárias. Jack Welch aplicava a regra 20-70-10 de meritocracia que representava a curva de vitalidade da empresa. A teoria era sustentada por três pilares: Premiar (os 20% melhores), Manter (70% que constituem a média) e Afastar (10% com desempenho ruim).

No processo de reorganização da empresa, Welch foi responsável pela demissão de milhares de trabalhadores, mas com o desenvolvimento e reestruturação os postos de trabalho aumentaram o dobro em comparação aos que tinham sido extintos.

Quando deixou a GE em 2001, Jack Welch havia transformado a empresa na companhia mais valiosa do mundo. Seu valor de mercado subiu de 12 milhões de dólares para 400 milhões.

Escreveu inúmeros livros com lições e ensinamentos de gestão, além de sua biografia. Hoje é consultor de mais de 500 CEOs e ministra palestras no mundo todo.

Atualmente as empresas podem contar com consultorias que auxiliam o desenvolvimento dos negócios, de forma que os recursos monetários e de capital humano sejam aplicados da melhor forma.

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