Como lidar com a inadimplência

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Enquanto de um lado boa parte dos indivíduos aperta o orçamento e estuda formas de manter seus compromissos em dia, do outro, empresas precisam lidar com o fantasma da inadimplência, muito possível de aparecer em cenários de crise. Mas o que uma pessoa jurídica pode fazer para escapar ou remediar da melhor forma o inadimplemento?

Há medidas que podem ajudar a empresa a evitar problemas futuros. Veja algumas:

– Prospectar bons clientes: verificar se o cliente ou a organização com a qual se está fechando negócio tem ficha limpa é uma atitude básica para saber como estão lidando com as dívidas contraídas e demais compromissos.

– Bom senso e um maior panorama: ainda que a verificação da ficha limpa junto aos órgãos de proteção de crédito seja interessante, é preciso avaliar com bom senso o resultado recebido, uma vez que ele representa a atual situação do consultado, e não necessariamente o retrato fiel de seu comportamento enquanto cliente ou parceiro. Uma vistoria mais atenta do histórico permite ver se há um descontrole repetitivo ao longo dos anos ou algum momento pontual de dificuldade, por exemplo.

– Olhar o histórico: enquanto empresas e clientes grandes e conhecidos são mais fáceis de serem avaliados, o contrário acontece com pessoas jurídicas recém-formadas, pois apresentam menos tempo em seu histórico de crédito e nível de confiabilidade na sociedade. Se for possível, observe e investigue o histórico da companhia e seus sócios para saber se já houve outras empresas anteriores e como eram as relações com parceiros e comportamentos financeiros.

– Separar bons clientes e parceiros: uma vez verificado o momento atual do cliente ou empresa parceira, é interessante avaliar os casos isoladamente. Pode ser que um bom cliente esteja em dificuldades recentes, mas ainda seja uma fonte confiável e responsável, merecedor de um plano de pagamento especial, como um maior prazo de quitação. Já os clientes e parceiros que apresentarem um comportamento financeiro arriscado ou deficitário por um período mais longo podem pedir uma ação cautelosa, como a redução de liberação de pedidos em remessas menores ou mais espaçadas, por exemplo. Se o caso analisado for grave, pode ser o momento de cortar relações com determinado cliente ou parceiro, pelo menos até que a situação se equilibre novamente.

Cobrar seus clientes e parceiros geralmente não é tarefa agradável, mas é necessária para a boa manutenção de seu negócio. O ideal é contar com profissional ou equipe com treinamento apropriado para manter a comunicação amigável e franca com os devedores, visando oferecer maneiras possíveis para que a inadimplência seja erradicada ou, pelo menos, diminuída consideravelmente.

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