Como manter a vida longa das empresas familiares?

Como manter a vida longa das empresas familiares?

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Do mercadinho da esquina às grandes redes de supermercado, dos pequenos açougues aos grandes frigoríficos, as empresas familiares são maioria no Brasil. Dados do IBGE e do Sebrae apontam que o País possui de 6 a 8 milhões de empresas, destas, 90% são comandadas por famílias. O setor com mais atuação de empresas familiares é o de serviço, 54%, seguido de indústria com 34%, e 12% do agronegócio. Elas representam 65% do PIB e empregam 75% de trabalhadores.

As empresas familiares se caracterizam por apresentarem:

  • No comando uma família que controla ou possui a maioria do capital;
  • Os cargos considerados “de topo” ocupado por indivíduos da mesma família;
  • Situações em que a segunda geração familiar assume os cargos; disponibilizados por parentes e assim sucessivamente.

São inúmeras as vantagens das empresas familiares em relação às outras, como a confiança e intimidade entre as partes, além dos interesses e valores geralmente seguirem para a mesma direção.

Mesmo com os altos números apontados acima e os inúmeros benefícios desse sistema empresarial, seu futuro não parece ser tão promissor assim. Um dado preocupante é demostrado em outro índice do Sebrae que aponta que das 100 empresas familiares abertas no Brasil, 70 fecham as portas ainda na segunda sucessão e somente cinco chegam à terceira geração.

 O que causa o fechamento das empresas familiares?

Uma corporação que não possui em seus diretores pessoas com grau de parentesco próximo enfrentam inúmeros desafios para se preservar ativa e saudável ao longo dos anos. As empresas familiares apresentam, além das dificuldades gerais enfrentadas por qualquer outra, situações específicas que prejudicam muito sua estabilidade e consolidação ao longo dos anos:

Conflitos familiares acabam refletindo na tomada de decisões afetando diretamente no desenvolvimento das empresas. Pais e filhos que não se entendem dentro de casa dificilmente entrarão em acordo no momento de realizar um negócio ou transação, por exemplo;

Centralização de poder é uma cultura muito comum das empresas familiares. Muitas vezes o fundador detém soberania nas deliberações deixando de ouvir novas ideias ou sugestões inovadoras dos mais jovens, perdendo grandes oportunidades de crescimento;

Falta de capacitação ou desinteresse por parte dos herdeiros é um grande empecilho para o desenvolvimento e futuro da empresa. Os sucessores não preparados ou desqualificados para exercer a função de gerir o negócio que assumem cargos importantes, consequentemente desestabilizam toda a estrutura da empresa. Existem ainda situações em que os mesmos não têm interesse ou aptidão em seguir com a empresa da família e assim que assumem a colocam a venda.

Empresas familiares podem sim ter vida longa!

Os problemas típicos das empresas familiares agravam ou contribuem para o seu fechamento, mas outra questão que engloba tudo isso e que é fundamental deste contexto é a Sucessão. Resolver os conflitos familiares, descentralizar o poder e capacitar os herdeiros não será suficiente se não houver um Planejamento sucessório completo e adequado à empresa.

O Planejamento sucessório deve ser adotado por todos os empresários que visam manter o comando do seu patrimônio empresarial com a família por longos anos.

Como é feito o Planejamento sucessório familiar?

Saber o momento certo de “passar o bastão” da empresa para o sucessor é uma dificuldade comum para os empresários, por isso um planejamento se faz necessário. Mais delicada é a situação inesperada de morte do empresário. Neste caso, o Planejamento sucessório familiar se faz ainda mais importante auxiliando todas as questões burocráticas.

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A preservação do patrimônio é o principal objetivo desse processo que irá analisar a situação da empresa, dos sócios e herdeiros, além de orientar como deve ser feita a distribuição de responsabilidades dos herdeiros, pagamentos de tributos e a ocasião certa para a sucessão ocorrer.

Englobam ainda no Planejamento sucessório familiar a preparação e orientação de testamento, partilha em vida (doação e usufruto), investimentos, entre outros inúmeros instrumentos que podem garantir a perpetuação da empresa.

O Planejamento sucessório familiar é feito por uma equipe de profissionais que atuam especialmente para resolver essas questões. É feita uma avaliação criteriosa sobre a empresa, para posteriormente ser definida a melhor estratégia do processo de sucessão. A BLB Brasil pode ajudar sua empresa neste momento, por meio de sua equipe especializada em Consultoria Societária e Patrimonial.

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