Crise econômica: 7 lições que um contador deve levar consigo para uma retomada financeira

Crise econômica: 7 lições que um contador deve levar consigo para uma retomada financeira

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O período de recessão econômica começou a afetar o nosso país em 2014, mais precisamente no primeiro trimestre daquele ano, e foi até o último trimestre de 2016. Isso caracterizou uma longa jornada de crise econômica no Brasil, que levou a uma significativa queda nos investimentos empresariais e no consumo e a um grande aumento no número de desempregos.

O ano de 2017, porém, ainda que de maneira tímida, deu alguns sinais de melhora, ou seja, aos poucos, estamos saindo da crise e vendo o início de uma possível retomada econômica.

Nesse contexto, vale a reflexão: o que o profissional contábil deve levar desse momento da nossa história como experiência para sua vida e, principalmente, para a atuação profissional? É isso o que pretendemos discutir neste post. Acompanhe o texto!

1. Toda crise é uma oportunidade

Não é à toa que, justo no período mais nebuloso da nossa economia nos últimos anos, soluções como a Netflix e o Uber tornaram-se tão presentes na vida do brasileiro. Crises são terríveis, mas podem ser entendidas também como oportunidades, ou seja, em momentos em que os hábitos se tornam difíceis de serem mantidos, surgem as brechas necessárias para a criação de novos hábitos.

Chega a ser até mais econômico assinar um serviço de streamig para assistir a quantos filmes quiser do que ir ao cinema e ver um só, considerando gastos com estacionamento, alimentação, entre outros. Da mesma forma, é muito mais vantajoso dividir a carona com outras pessoas do que pagar caro e viajar com desconforto no ônibus.

São momentos de crise que fazem as pessoas irem em busca de soluções para o seu dinheiro e, assim, criarem o cenário ideal para o surgimento de novas alternativas. A questão, tanto para o empreendedor quanto para o contador, é enxergar as oportunidades que cada mercado oferece e apresentar um diferencial.

2. É preciso inovar sempre

A crise deve ser entendida como um teste de fogo para as empresas e, consequentemente, para quem presta serviços para elas. Se sua solução não é tão importante, fatalmente, ela será posta de lado pelo cliente em momentos de dificuldade financeira.

Sendo assim, é preciso fazer da busca pela inovação algo constante, criando alternativas para tornar seu produto ou serviço algo realmente relevante para o seu público.

No contexto da contabilidade, basta observar a forma como os gestores passaram a ver os profissionais dessa área nos últimos anos: se antes os profissionais contábeis tinham uma responsabilidade quase que exclusivamente burocrática, hoje são quem consegue exercer papel estratégico tem acesso às melhores oportunidades.

Faz sentido: em um contexto de crise, ter ao seu lado um especialista na movimentação financeira da sua empresa, com um olhar aprimorado sobre o mercado, pode ser a garantia de segurança necessária para a organização.

3. A crise passa e chega a retomada econômica

Dependendo da sua idade, essa pode ter sido a primeira grande crise econômica que você vivenciou plenamente. E acredite: existem motivos para achar isso bom. No capitalismo, as crises econômicas são cíclicas, ou seja, mais cedo ou mais tarde, teremos que conviver com elas.

Se analisarmos o que era o nosso país meses antes desse período ter início, percebemos que muita coisa mudou em relação ao que vemos hoje. Empresas fecharam as portas por conta da dificuldade em lidar com a carga tributária associada ao momento econômico, outras, porém, surgiram e, justamente em função dessa conjuntura, conseguiram encontrar seu espaço.

No momento atual, com a possível recuperação econômica, vemos a apresentação de um cenário bastante diferente, no qual o que se exige é o devido entendimento de mercado, do comportamento do consumidor e das práticas mais adequadas para lidar com impostos, taxas e tarifas de uma maneira geral, o que significa que a crise, de certa forma, filtrou as organizações e os profissionais mais preparados para o novo ciclo.

4. A precaução é essencial

Uma empresa que não faz a sua reserva de emergência antes de investir em novas soluções fica mais propícia a endividamentos e, consequentemente, ao fracasso do que outra que atua de maneira segura. Do mesmo modo, o profissional contábil que não vai em busca de maior qualificação também tende a ficar mais vulnerável diante de um cenário nebuloso.

É nessa lógica que a educação e as soluções tecnológicas devem ser compreendidas. Quando são assimiladas, permitem simplificar ações e processos e, assim, criar diferenciais competitivos no mercado.

5. Aprender com os erros é importante

Em épocas em que o mercado está a pleno vapor, é comum que erros não causem tantos danos. Porém, em momentos mais difíceis, um deslize pode ser fatal. Fases de crise exigem uma atenção especial por parte dos profissionais que, se mantida no período posterior a elas, permite um desempenho muito mais qualificado.

Vale lembrar que, diante de erros, soluções como investir em treinamentos e programas de coaching são alternativas que permitem às empresas manter sua produtividade sem que isso traga maiores gastos.

6. A corrupção é um mal muito maior do que parece

A Operação Lava Jato está atuando no cerne da crise política e moral brasileira. Ela demonstra a irresponsabilidade de nossa sociedade diante do que é público. Da mesma forma, pequenas infrações diárias, aparentemente despretensiosas, são a materialização, em menor grau, daquilo que os políticos fazem quando têm a oportunidade.

A questão é: corromper-se é correto? Uma pessoa que faz o chamado “gato” na TV a cabo, que sonega pequenos impostos e comete outras ilicitudes com a ideia de levar vantagem e outra que é pega com uma mala de dinheiro desviado são tão diferentes assim? Essa é uma discussão que precisamos fazer para sair da crise melhor do que entramos.

7. Gostar de política não é algo a ser discutido

Quando ignoramos aquilo que diz respeito a nossos próprios interesses, deixamos a responsabilidade sobre o que nos interessa nas mãos de quem justamente só pensa em tirar vantagem de estar no poder. Sendo assim, participar politicamente, seja localmente, seja em maior esfera, é fundamental para que a política seja ocupada por pessoas de bem e que queiram ajudar.

Enfim, considerando o caráter cíclico das crises e dos últimos resultados apresentados pelo comércio, pela agricultura e pela indústria, é possível afirmar que estamos, ainda que lentamente, caminhando para uma recuperação econômica. Para sair desse momento difícil melhor do que entramos, o ideal é fazer uma reflexão. Essa foi a ideia do texto: dar a você elementos para pensar no momento do país e evoluir, tanto pessoal quanto profissionalmente.

Agora que você já sabe mais sobre a crise econômica no Brasil, não deixe de se preparar para aquela que pode ser a nossa retomada econômica. Assine nossa newsletter para saber como. Vamos lá!

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