Como funciona o setor de finanças empresariais?

Como funciona o setor de finanças empresariais?

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O setor de finanças empresariais é uma área com apenas algumas décadas de idade. Mas as pessoas administram empresas há milhares de anos.

Muitos gestores progrediram bem sem a existência das teorias de finanças empresariais. Mas o surgimento do setor tem feito grandes avanços na tomada de decisões, fornecendo melhor estrutura às empresas. Hoje, as finanças empresariais são o corpo de conhecimento que dita as decisões que uma empresa faz sobre suas finanças.

Inclusive, muitos gestores buscam cursos de aperfeiçoamento e pós-graduação nessa área. Até mesmo em instituições internacionais. O objetivo é se adequarem às exigências do mercado atual.

Quer saber um pouco mais sobre esse setor? Então confira nosso post de hoje!

Afinal, o que significa “finanças empresariais”?

Finanças empresariais são o estudo de decisões relacionadas ao dinheiro de uma empresa, que são essencialmente todas as decisões de uma empresa. Esse conceito pode ser aplicado a todos os tipos de organização. Seja pública, privada, pequena, média, grande e, até mesmo, sem fins lucrativos.

Seu principal objetivo é descobrir como maximizar o valor de uma empresa. As finanças empresariais ajudam na tomada de boas decisões sobre investimentos, financiamento e dividendos. Dentre as questões que o setor visa estudar e solucionar na gestão das organizações estão:

  • como as empresas devem alocar recursos escassos para minimizar as despesas e maximizar as receitas?
  • como elas devem adquirir esses recursos? Por meio de ações ou títulos, capital próprio ou empréstimos bancários?
  • o que uma empresa deve fazer com seus lucros? Quanto deve reinvestir na empresa, e quanto deve pagar para os proprietários da empresa?

Às vezes, os objetivos das finanças empresariais podem dar a impressão de que os acionistas estão competindo entre si. Por exemplo, uma empresa pode optar por pagar dividendos (um pequeno pagamento a cada pessoa que possui ações nela), o que aumenta a riqueza acionista de curto prazo.

No entanto, o pagamento de dividendos significa que o dinheiro não está sendo depositado em investimentos de longo prazo. Isso pode fazer com que o preço das ações aumente mais no futuro. A consequência é o aumento da riqueza acionária de longo prazo.

Como o setor afeta a organização das empresas?

A linha histórica de finanças empresariais vem se mantendo notavelmente consistente ao longo do tempo. Uma de suas consequências foi que muitas empresas passaram a ter uma divisão ou departamento criado para supervisionar as atividades financeiras.

O principal objetivo do departamento financeiro é maximizar o valor para os acionistas. E isso pode ser feito a curto ou longo prazo. Seu trabalho é determinar a melhor maneira de fazer as duas coisas.

O alcance e a implicação desse departamento é muito amplo. Isso porque quase qualquer decisão que afeta a empresa é, em última instância, uma decisão financeira.

Configuração estrutural das empresas

Em finanças empresariais, é usada genericamente a palavra empresa para se referir a qualquer negócio. Pode ser grande ou pequeno, fabricação ou serviço, privado ou público. Assim, uma pequena mercearia e a Microsoft são ambas “empresas”.

Os investimentos da empresa são genericamente denominados ativos. Embora os ativos sejam, muitas vezes, categorizados por contabilistas em ativos fixos, que são de longa duração, e os ativos circulantes, que são de curto prazo, preferimos uma categorização diferente.

Os ativos em que a empresa já investiu são chamados de ativos, enquanto que os ativos que a empresa espera investir no futuro são chamados de ativos de crescimento. Embora possa parecer estranho que uma empresa possa obter valor de investimentos que ainda não fez, as empresas de alto crescimento conseguem a maior parte do seu valor a partir desses investimentos ainda a serem feitos.

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Para financiar esses ativos, a empresa pode arrecadar dinheiro de duas fontes. Ela pode angariar fundos de investidores ou instituições financeiras, prometendo aos investidores uma reivindicação fixa — pagamento de juros — sobre os fluxos de caixa gerados pelos ativos, com um papel limitado ou nenhum papel no dia a dia do negócio. Classificamos esse tipo de financiamento como dívida.

Alternativamente, ela pode oferecer uma reivindicação residual sobre os fluxos de caixa. Ou seja, os investidores podem obter o que sobra depois que os pagamentos de juros foram feitos, e um papel muito maior na operação do negócio. Chamamos isso de capital próprio.

Como você pode ver, essas definições são suficientemente gerais para cobrir tanto as empresas privadas, em que a dívida pode assumir a forma de empréstimos bancários e o capital próprio é o dinheiro do proprietário, bem como empresas de capital aberto, nas quais a empresa pode emitir títulos (para aumentar a dívida) e ações ordinárias (para aumentar a equidade).

Como as decisões são tomadas com base em finanças empresariais?

Em primeiro lugar, os gestores da empresa precisam definir seus objetivos. A empresa é projetada para ter lucro por meio da venda de seus produtos ou serviços. O objetivo é definido como: que produto(s), que serviço(s), para que mercado(s), com que produtos ou materiais e com que meios.

Os tomadores de decisão — conselho de administração, Chief Executive Officer (CEO), Chief Financial Officer (CFO) e outros gerentes seniores — devem abordar essas decisões financeiras em vários níveis, que são baseados em três princípios de finanças empresariais. São eles: o princípio do investimento, o princípio do financiamento e o princípio do dividendo. Assim, existem três níveis básicos de decisão que os gestores devem tentar resolver. Trata-se da Decisão de Financiamento, da Decisão de Investimento e da Decisão sobre os Dividendos.

A decisão de financiamento

Obter a combinação certa de capital inicial é uma das primeiras decisões financeiras a serem tomadas por uma corporação.

Decidir que tipo de financiamento corresponde às necessidades da empresa, qual o seu mercado para esse financiamento e a correspondência de cada tipo de financiamento para uma necessidade específica da empresa, de forma que as finanças sejam mais inteligentemente utilizadas, é crucial para o sucesso a longo prazo.

A decisão de investimento

Em seguida, a empresa deve decidir sobre como investir. Isso não significa necessariamente como ela vai investir seus lucros, embora isso faça parte da decisão de investimento. Também significa como será tomada a decisão de investir seus recursos.

Seu capital inicial, seja construído por investimentos dos diretores, vendas de ações ou dívida, deve ser alocado inteligentemente às diversas necessidades da empresa. A infraestrutura da empresa, salários, engenharia ou projetos, pesquisa e desenvolvimento, marketing e muitas outras áreas competem por cada centavo de investimento de uma corporação.

A decisão de dividendo

Uma corporação deve então examinar a decisão de distribuição dos lucros. Aqui, os investimentos adicionais nos ativos da empresa são importantes, especialmente em campos dinâmicos em que o desenvolvimento de novos produtos é a linha de vida para o sucesso contínuo, mas isso deve ser equilibrado com a necessidade de estabilidade.

As reservas de capital, as estruturas de bônus e, claro, a distribuição de dividendos precisam ser financiadas se a empresa pretende continuar o crescimento, manter pessoal vital e manter o valor de mercado.

Assim, o valor final da corporação será um reflexo de quão bem-sucedidas foram as tomadas de suas decisões em cada uma dessas áreas.

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Se uma empresa optar pela alocação adequada dos recursos, se os tipos de financiamento mais adequados forem garantidos e, finalmente, se puder determinar a proporção apropriada entre o quanto é devolvido às operações e quanto será distribuído como lucro, ela conseguirá construir mais valor do que as empresas que tomam decisões pobres nessas áreas.

Qual a importância da tecnologia para as finanças empresariais?

No setor de finanças empresariais, a tecnologia pode ser utilizada como um facilitador para expandir o alcance e a eficiência das finanças. Portanto, seu papel no setor financeiro é muito importante. Isso porque mesmo em meio às mudanças, o próprio orçamento operacional das finanças geralmente permanece o mesmo. Então, você é obrigado a encontrar eficiência dentro de sua equipe para tratar de novos deveres — e a tecnologia se torna o facilitador chave.

A Tecnologia da Informação, com o seu desenvolvimento de softwares de balanço financeiro, aplicativos baseados em nuvem e vários outros programas financeiros, cada vez mais sofisticados, é de extrema importância para apoiar a organização das decisões do setor de finanças empresariais.

Quais os desafios do setor frente às finanças internacionais?

Decisões financeiras, tais como investimentos, fusões e aquisições, financiamentos, gestão de risco, avaliação e política de pagamento têm dimensões internacionais. Mas, na atual economia global em constante mudança e no turbulento ambiente de negócios, tais decisões se tornam mais complexas e desafiadoras do que nunca.

Em particular, as diferenças globais em termos de regulação, tributação, risco cambial, risco político e qualidade da governança têm um impacto na forma como as decisões financeiras devem ser tomadas. Principalmente, se a empresa em questão estiver envolvida em negócios de exportação e importação.

Para uma empresa dessas ter sucesso, precisa contar com profissionais de finanças que possuam uma sólida compreensão dessas complexidades. E que permaneçam atualizados sobre a macroeconomia internacional. São profissionais que lidam com as interações monetárias que ocorrem entre dois ou mais países a todo tempo. Daí a importância de um conhecimento mais elevado.

As finanças internacionais incluem investimento estrangeiro direto e taxas de câmbio. Além disso, envolve também questões relativas à gestão financeira, como o risco político e de câmbio que vem com a gestão de empresas multinacionais.

Bem, nosso objetivo neste post foi dar a você uma introdução da amplitude do setor de finanças empresariais e suas implicações dentro das organizações. Como você pode ver, se uma empresa deseja aumentar seu valor, é de grande importância que seus gestores compreendam os princípios desse setor e saibam aplicá-los na prática.

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