Acordo standstill é opção extrajudicial interessante para credores

Acordo standstill é opção extrajudicial interessante para credores

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Resultado das dificuldades de uma crise econômica ou de problemas pontuais, empresas correm o risco de não mais conseguirem arcar com seus compromissos com parceiros, fornecedores, financiadores e empregados. Enquanto a Recuperação Judicial se faz necessária quando o cenário iminente é a falência, há uma otimista possibilidade extrajudicial, a qual auxilia as empresas nesses momentos críticos: o acordo standstill.

O que é o acordo standstill?

O termo standstill (ou “stand still”), no inglês, remete a permanecer no estado atual, não mudar a situação, aguardar, aquietar. Esse significado é levado à prática no acordo standstill, que consiste em uma convenção formal que visa aumentar as chances de credores receberem o que lhes é de direito quando o devedor passa por dificuldades.

Percebendo o risco de inadimplência de um devedor em comum, o grupo de credores se reúne em um contrato. Fica, então, estabelecido que nenhuma das empresas agirá individualmente em cobrança por determinado período. Enquanto isso, o devedor pode se organizar e apresentar um plano de ação para remediar a situação e negociar valores e prazos.

No acordo standstill ideal, todos os credores participam, de forma que não haja risco de cobranças feitas por fora, o que prejudicaria aqueles que concordaram com o tempo de espera.

Pensando nas facilidades que o standstill proporciona, Carlos Tacinari, sócio-diretor de Gestão e Finanças da BLB Brasil Auditores e Consultores, afirma que “Esse tipo de acordo vem crescendo entre os credores, em especial grandes bancos, que buscam riscos reduzidos de calote e uma opção mais vantajosa que lançar mão de batalhas judiciais.

Aproveite e saiba mais sobre a Recuperação Judicial.

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