Sua empresa vai mal? Confira os principais indícios de que seu negócio está com os dias contados

Sua empresa vai mal? Confira os principais indícios de que seu negócio está com os dias contados

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João tinha um sonho: abrir seu próprio negócio e viver do que mais gostava. João realizou seu sonho e abriu uma loja de produtos naturais. Depois de um ano de muito trabalho, ele não sabe se o retorno financeiro que tem é compatível com seus gastos, ou seja, ele não conhece ainda a lucratividade do seu empreendimento.

João não está sozinho, assim como ele, existem centenas, milhares de empreendedores que não conseguem acompanhar a situação econômica do seu negócio, desconhecendo se está realmente tendo lucro ou prejuízo.

Em média, 50% das empresas no Brasil fecham as portas antes dos três anos de funcionamento. Manter o próprio negócio já é difícil, agora quando esse é o primeiro empreendimento as estatísticas são ainda mais desanimadoras: 78% dos empreendedores de primeira viagem, vão à falência.

Como identificar se sua empresa está tendo lucro ou prejuízo

Alguns indícios demonstram claramente quando uma empresa vai mal, mas muitas vezes os proprietários têm certa dificuldade em enxergá-los, afinal é muito difícil admitir que seu negócio possa não dar certo. A falência ou fechamento de um empreendimento são vistos como algo muito negativo, associados ao fracasso e incompetência. Enxergar os erros e identificar o que não está dando certo já é um passo largo para dar a volta por cima e fazer o seu negócio prosperar.

Os problemas variam conforme o tipo de empresa, mas existem dificuldades que podem ocorrer em qualquer empreendimento, independente do setor, seja de serviços, de comércio ou industrial. Dificilmente apenas um problema isolado acarreta o fechamento de um negócio, geralmente uma série de fatores combinados, como uma bomba relógio prestes a explodir, lançando pelos ares o sonho concretizado.

Indícios de que a empresa vai mal e soluções

1. Desorganização

O primeiro indicativo de que sua empresa não vai bem pode ser a desorganização. Essa questão é bem ampla e abrange toda a situação financeira. Por isso é tão importante e merece muita atenção. Gastos não registrados corretamente ou desnecessários, desconhecimento das despesas (fixas e variáveis), falta de planejamento no pagamento das contas e principalmente a desorganização no fluxo de caixa podem ser os principais motivos do insucesso nos negócios.

Dica: organizando as contas é possível saber quais os gastos fixos (folhas de pagamento, contas de energia, água, telefone, encargos) e variáveis (aqueles que mudam conforme o tipo de negócio e como o próprio nome diz, varia de acordo com o momento e produção). É fundamental também que todos esses gastos sejam registrados, inclusive os de menor valor. Programar os pagamentos para dias fixos também mantêm as finanças organizadas.

Sugestão: em relação ao fluxo de caixa, muitas empresas fazem o acompanhamento mensal, mas experimente faze-lo diariamente. Dessa forma, o empreendedor saberá exatamente quanto de receita está entrando, e assim poderá se programar para os gastos futuros.

Outra dica importante: com as contas organizadas é o momento de pensar lá na frente e fazer o planejamento financeiro. Por meio dele, o empresário tem o poder de comparar os resultados com as previsões e identificar se a empresa está tendo um desempenho positivo.

2. Diminuição nas vendas

Quando é identificado que as vendas estão estagnadas e o estoque parado é hora de repensar o negócio e fazer algumas perguntas: Como está o preço de venda? Será que a qualidade do produto condiz com o valor que é vendido? Qual o preço dos concorrentes? Reavaliar essas ações e mudar as estratégias é crucial.

Dica: diminuir os preços, dentro claro, de uma margem de lucro; fazer promoções e investir mais em marketing podem resolver essa questão.

3. Insatisfação dos clientes

É importante considerar a relação com os clientes. A falta de proximidade com quem compra os produtos (ou serviços) também é um erro que deve ser corrigido. A situação é agravada se houver ainda reclamações constantes dos clientes. Uma empresa extremamente organizada, mas que não ouve seus clientes não terá resultados positivos.

Dica: a realização de pesquisas de satisfação vai demonstrar o que o cliente pensa sobre seu produto ou serviço. Mas atenção, o resultado deve ser analisado e correspondido com as mudanças ou adaptação sugeridas.

4. Instabilidade dos funcionários

Instabilidade no quadro de funcionários também é um indicativo que algo não vai bem nos negócios. Mudanças constantes na equipe, além de gastos com demissões e contratações geram inúmeros problemas como baixa produtividade, falta de comprometimento, prejudicando até a fidelização do cliente.

Dica: boa sinergia entre os funcionários e o patrão, bem como um ambiente de trabalho estável e motivado gera como consequência direta menor índice de demissões e maior produtividade.

Os indícios já citados estão diretamente ligados à gestão do empreendimento, mas existe outro fator que deve ser levado em consideração. Um sinal mais subjetivo, porém, fundamental para o sucesso dos negócios e que se não existir pode afetar todos os outros indicativos. Esse indicativo é a paixão! Quem constrói um negócio pensando somente no lucro que vai dar, no dinheiro que vai ganhar, está na maioria das vezes fadado ao fracasso. Um empreendimento, uma empresa, um negócio, despendem muita dedicação, muito sacrifício, e feito tudo isso com paixão, as chances de sucesso aumentam significativamente. 

Ok, já é tarde demais!

Se depois de feito tudo isso, seu negócio ainda não dá sinais de prosperidade, está atolado em dívidas e não vê saída é o momento de pensar em partir para outra empreitada. Saber a ocasião de sair de cena é uma virtude que muitos empresários não têm, complicando ainda mais sua situação. Todavia, existe ainda uma luz no fim do túnel.

Sim, há esperança: Recuperação Judicial e Extrajudicial como ótimas cartadas no momento de crise!

A Recuperação Judicial é uma providência jurídica utilizada quando a empresa não tem condição de pagar seus credores e pode ir à falência. Para evitar que isso aconteça, ela pode recorrer à justiça e ter chances de se recuperar. O processo não é tão simples, a empresa precisa provar que tem condições de se recuperar.

Recuperação Judicial passo a passo

Assim que der entrada à Recuperação Judicial na justiça, a empresa tem um prazo para apresentar ao juiz toda a documentação exigida, como demonstrações contábeis, relações dos credores entre outros documentos. Depois de analisar a documentação e a situação da empresa em outros fatores como o impacto social do seu fechamento e se ela terá condições de se recuperar, o juiz defere ou não o pedido.

Caso o pedido seja indeferido a empresa fica vulnerável a falência. Se o juiz deferir, a empresa deverá apresentar um plano de recuperação e de negociação das dívidas aos credores. Se o plano for aprovado pelos credores é o momento de por em prática todas as ações do plano de recuperação. Caso essa estratégia não seja seguida rigorosamente é decretada a falência e os bens da empresa serão usados para o pagamento das dívidas.

E Recuperação Extrajudicial, como funciona?

A Recuperação Extrajudicial é definida pela negociação das dívidas sem intermédio da Justiça. As tratativas e renegociações são feitas diretamente entre o empresário e seus credores.  O processo é mais rápido e menos burocrático que o da Recuperação Judicial, mas é limitado porque não contempla titulares de créditos tributários e trabalhistas decorrentes de dívidas com garantia fiduciária, entre outras limitações.

Ajuda de profissionais

Tanto a Recuperação Judicial, por sua alta complexidade, como a Extrajudicial, devido à dificuldade nas negociações, é fundamental o auxílio de profissionais especializados. A BLB Brasil possui uma equipe experiente no acompanhamento de Recuperação Judicial e Extrajudicial que poderá ajudar nesse processo. Conheça os serviços no site da BLB Brasil.

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