Capital humano: é preciso investir

Capital humano: é preciso investir

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Contratar, desenvolver e reter bons profissionais são ações que merecem atenção das empresas neste ano.

“Nós gostamos de pessoas com brilho nos olhos, que querem fazer alguma coisa e ser bem-sucedidas”. A frase dita por Jorge Paulo Leman, o homem mais rico do Brasil e sócio do grupo controlador da Anheuser-Busch InBev e da gestora 3G (com participações no Burger King e na Heinz), traduz bem o que se espera do mundo corporativo neste novo ano.
Pode-se dizer que o ambiente brasileiro foi dos mais conturbados em 2014, mediante uma série de fatores econômicos, políticos e sociais. Os problemas conjunturais da economia mundial aliados à retração da indústria, à inflação e à baixa taxa de investimentos fizeram com que 2015 se tornasse um ano de reajustes para a retomada do crescimento.
Assim, está descartado qualquer tipo de grandes aplicações ou compromissos econômicos de alto risco, fazendo com que os gestores tenham mais cautela a fim de priorizarem e privilegiarem investimentos que tragam maiores retornos à empresa.

No atual cenário mundial, a economia confronta as empresas com inúmeros desafios. Já não chega produzir! As premissas atuais baseiam-se no acesso ao conhecimento como condição para se atingir a produtividade e a competitividade desejadas.

Neste contexto, a contratação de novos talentos é a principal área a ser considerada pelos gestores, já que o desenvolvimento e o investimento em capital humano (CH), além de gerarem maiores retornos, configuram uma poderosa e sustentável vantagem competitiva que será o principal diferencial no período de reaquecimento econômico.

O CH é constituído pelo conhecimento acumulado, a habilidade e experiências dos colaboradores para realizar as tarefas do dia-a-dia, os valores, a cultura, a filosofia, ou seja, as pessoas que são os ativos humanos da empresa.
Em 2015, os investimentos de uma companhia estarão na aquisição de um conjunto de talentos, capacidades, habilidades e ideias. A principal estratégia será a de atrair, reter, desenvolver e aproveitar ao máximo o talento humano, que será, cada vez mais, a principal vantagem competitiva.

Para isso, faz-se necessário uma boa gestão desse capital humano, passando pelo levantamento do potencial intelectual, pela identificação das potencialidades estratégicas a desenvolver, pela capacidade que a organização tem para identificar e codificar conhecimento, estimular o seu desenvolvimento e facilitar a sua aplicação.

Portanto, o capital humano configura-se como um grande referencial de sucesso no meio empresarial e o que vai determinar o futuro das companhias neste período de retomada e reaquecimento econômico.

Yuri Areco
Consultor da divisão de Gestão e Finanças
BLB Brasil Auditores e Consultores

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